A primeira viagem com um bebê tem um pouco de aventura, um pouco de planejamento e uma boa dose de “será que eu estou esquecendo alguma coisa?”.
A minha primeira experiência viajando com o bebê foi quando ele tinha cerca de 8 meses, e nosso destino foi a praia. Foi também quando comecei a perceber que viajar com um bebê não precisa significar carregar a casa inteira nas costas... sempre fui uma pessoa mais "essencialista" então busco aplicar em meus planejamentos, algo que seja eficiente e sem excessos.
Aos 8 meses, ele já estava em uma fase em que se sentava, já tinha começado a indrodução alimentar e estava um pouco mais previsível em algumas situações. Isso me dava uma segurança maior para sair de casa. Claro que cada bebê tem seu ritmo e cada família vai encontrar o melhor momento para viajar, mas, para mim, essa fase tornou a experiência mais tranquila.
Reforço também que o planejamento da viagem começa antes mesmo de colocar o pé na estrada.
Se a viagem for de carro, escolher um destino que não seja muito distante pode fazer bastante diferença. E, se for possível, tentar sair próximo ao horário da soneca ajuda muito. Não significa que o bebê necessariamente vai dormir o caminho inteiro( porque sabemos que bebê não assina contrato com nosso planejamento)mas aumenta as chances de uma parte do percurso acontecer durante o sono.
No avião, a lógica é parecida. Sempre que possível, gosto da ideia de escolher um horário em que o bebê esteja mais sonolento e pensar também na praticidade do voo, já que não existe a mesma liberdade de parar, levantar e mudar de ambiente que temos no carro.
Outra coisa que ajudou bastante foram os brinquedos pequenos e fáceis de carregar. Livrinhos, brinquedos coloridos,com mordedor ou com ventosa que da para colocar na janela do carro ou janelinha do avião e que conseguem prender a atenção por alguns minutos. Nessa fase, eu tinha alguns brinquedos que funcionaram muito bem e que acabaram sendo praticamente companheiros oficiais da viagem.
E aqui vai uma descoberta importante: não precisa levar vinte brinquedos. Alguns objetos simples, que o bebê ainda não viu naquele dia, podem render mais distração do que uma mala inteira.
Na praia, então, percebi que alguns itens fizeram muito mais diferença do que eu imaginava.
Como fomos de carro, conseguimos levar algumas coisas extras sem precisar pensar tanto no espaço, e alguns itens específicos acabaram facilitando bastante a nossa vida. Uma garrafa grande de água, por exemplo, foi uma dessas coisas simples que eu não queria mais ficar sem.Servia para lavar as mãos, o rosto, tirar aquele excesso de areia e fazer pequenas “limpezas emergenciais” ao longo do dia.
Também levei uma troca de roupa leve. A roupa de banho fica molhada e, depois de um tempo, aquele bebê que estava todo feliz na água começa a ficar com frio. Ter uma roupa seca e confortável por perto foi ótimo.
Para a água, dá para usar fralda própria para piscina, que é feita para não absorver a mesma quantidade de líquido que uma fralda comum, ou, dependendo da situação, uma fralda de pano pode ser uma alternativa prática.
Chapéu ou boné também entrou na lista, assim como toalhinha, saquinho para colocar roupa molhada, protetor solar adequado para a idade, uma canga extra ou um tapetinho para criar um espaço mais confortável e protegido da areia.
E teve a famosa piscininha.
Pode parecer exagero levar uma piscina para a praia, mas, para um bebê pequeno, ela pode virar um espaço interessante para brincar e se refrescar,sempre com supervisão bem próxima, claro. Na nossa experiência, foi uma daquelas coisas que acabaram valendo o espaço ocupado no carro.
Água, frutas e alguns brinquedinhos completavam o kit.
No fim, percebi que viajar com bebê é muito menos sobre conseguir manter a rotina exatamente como ela é em casa e muito mais sobre adaptar a rotina ao que está acontecendo.
A soneca pode acontecer no carro.
O almoço pode atrasar um pouco.
O banho pode acontecer em outro horário.
Talvez o bebê durma menos naquele dia, ou mais.
Para mim, o planejamento serviu justamente para isso: não para controlar tudo, mas para diminuir a quantidade de imprevistos que eu poderia evitar.
Porque sair da rotina já é um desafio. Fazer isso com um bebê, longe de casa, pode ser ainda mais cansativo para a mãe.Então, quanto mais algumas coisas estiverem pensadas antes, menos energia você precisa gastar resolvendo pequenos problemas durante a viagem.
E talvez essa seja a principal coisa que eu levaria dessa primeira experiência: não precisa esperar o bebê ficar grande para começar a sair, viajar e criar memórias. Mas também não precisa transformar a primeira viagem em uma operação de guerra.
Escolha um destino possível, pense no deslocamento, leve o que realmente facilita a vida e aceite que a rotina vai ficar um pouco diferente.
No nosso caso, foi a primeira viagem para a praia.
E, olhando para trás, acho que foi justamente isso que fez dar certo: a gente não tentou fazer a viagem que faria antes de ter um bebê. A gente fez uma viagem possível com um bebê. 💜
Importante citar que aqui não estamos falando da mala do bebê do que levar, porque tem a variação da quantidade de dias, mas posso trazer em outro momento qual minha estratégia de uma mala pratica e eficiente. aqui é o que levei especificamente pra o trajeto e na ida a praia.
O que levei para a praia
☐ Garrafa grande de água para limpeza
☐ Troca de roupa leve
☐ Fralda para piscina ou fralda de pano
☐ Chapéu ou boné
☐ Toalhinha
☐ Saquinho para roupa molhada
☐ Protetor solar adequado para a idade
☐ Canga extra ou tapetinho
☐ Piscininha
☐ Água
☐ Frutas
☐ Brinquedinhos
E ainda acrescentaria uma frase pequena:
Dica de mãe: não precisa levar tudo o que você tem. Pense no que realmente vai facilitar aquele passeio — e deixe um espacinho no carro para a areia. Ela vai aparecer em lugares que você nem sabia que existiam.
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