Eu tenho uma dificuldade enorme para beber água.
E olha que curioso: na época em que estava amamentando, eu conseguia manter uma ingestão bem melhor. Tinha sempre uma garrafinha do meu lado e, para ser bem sincera, eu sabia que precisava beber água porque estava amamentando e queria garantir que estava fazendo o que precisava para o meu filho.Ou seja: quando era por ele, eu conseguia.
Agora que é por mim, pela minha saúde e pelo meu bem-estar... parece que ficou muito mais difícil. Na academia eu tomo uma garrafinha inteira. O problema é o resto do dia.
Quando percebo, passou a manhã, chegou o almoço, trabalhei, resolvi mil coisas e... água mesmo? Quase nada. No final do dia, muitas vezes nem chego perto dos 2 litros.E talvez você seja como eu.
A gente sabe que beber água é importante, mas saber não significa necessariamente conseguir transformar isso em hábito.
Só que antes de sair por aí estabelecendo uma meta fixa para todo mundo, acho importante fazer uma ressalva.
A quantidade de água que cada pessoa precisa não depende apenas da composição corporal ou do peso. Ela também pode variar de acordo com o nível de atividade física, clima e temperatura, alimentação, rotina e outras características individuais.
E existe um ponto ainda mais importante: nem todo mundo deve simplesmente seguir uma meta genérica de ingestão de água. Pessoas que têm algumas condições de saúde, principalmente aquelas que precisam controlar a quantidade de líquidos, podem receber uma orientação completamente diferente da recomendação geral.
Na minha própria família tenho um exemplo muito próximo: minha mãe passou por uma troca de válvula do coração e, por causa de um quadro de inchaço, recebeu orientação médica específica sobre a quantidade de líquidos que deve ingerir. Nesse caso, simplesmente dizer “beba bastante água” não seria adequado.
Por isso, quando falamos sobre hidratação, precisamos olhar para a realidade de cada corpo. Para uma pessoa saudável, beber água regularmente é importante para o funcionamento do organismo, mas a quantidade ideal não é necessariamente a mesma para todo mundo.
Então a minha proposta aqui não é: “a partir de hoje você precisa beber 2 litros!”... aqui vamos tentar:E se a gente simplesmente tentasse beber mais água?
Porque eu percebi que talvez meu problema não seja exatamente não gostar de água. É que eu não lembro de beber água.
Se ela não está na minha frente, simplesmente esqueço.E talvez o segredo esteja menos em força de vontade e mais em criar pequenos gatilhos durante o dia.
Algumas coisas que quero testar
Deixar a garrafinha sempre por perto
Na época da amamentação funcionava justamente porque a água estava ali. Então por que não repetir a estratégia?
Na mesa de trabalho, na bolsa, perto da cama, na academia...
Se eu precisar levantar toda vez que sentir sede, provavelmente vou pensar: “depois eu pego”. E sabemos muito bem como esse “depois” funciona.
Colocar lembretes
Um alarme no celular pode parecer meio exagerado no começo, mas se eu já preciso de lembrete para tantas outras coisas, por que não para beber água?
Pode ser um lembrete a cada algumas horas, sem precisar ficar tomando pequenos goles a cada cinco minutos.
A ideia é apenas criar o hábito de parar e lembrar da água.
Encher a garrafinha logo pela manhã
Uma coisa simples que quero testar: acordou, arrumou a casa, preparou o café?
Enche a garrafinha.
Assim eu começo o dia sabendo quanto tenho disponível e consigo visualizar melhor o quanto estou bebendo.
Criar alguns momentos de referência
Em vez de pensar o dia inteiro em água, posso criar alguns pontos:
- uma garrafinha pela manhã;
- outra até o almoço;
- mais uma durante a tarde;
- água ao longo do treino;
- e continuar bebendo conforme a sede e minha rotina.
Não precisa transformar hidratação em uma planilha do Excel.
Mas ter referências ao longo do dia pode ajudar muito.
E não deixar para beber tudo de uma vez
Se eu percebo às 18h que quase não bebi água, minha primeira vontade é tentar “recuperar o prejuízo” tomando um montão de uma vez.
Mas a ideia não é essa.
Muito melhor distribuir a ingestão ao longo do dia, respeitando a sede e as necessidades do corpo.
E tem uma coisa que estou tentando mudar também:
parar de pensar que cuidar de mim precisa acontecer só quando alguma outra pessoa depende de mim.
Na amamentação, eu conseguia lembrar da água porque tinha um motivo muito claro: meu bebê.
Agora o motivo sou eu.
Minha saúde. Meu corpo. Minha disposição. Meu cuidado.
E talvez esse seja o verdadeiro desafio.
Não é simplesmente beber dois litros.
É lembrar que eu também mereço cuidado mesmo quando ninguém está me cobrando isso.
Então fica aqui o meu convite:
vamos tentar beber mais água juntas?
Sem meta impossível, sem culpa e sem transformar isso em mais uma obrigação.
Só começar a perceber quanto estamos bebendo e criar pequenos hábitos para melhorar.
Porque, no meu caso, se depender de lembrar espontaneamente...a água vai continuar olhando para mim em cima da mesa enquanto eu tomo café.
Um lembrete importante: este texto fala sobre hábitos gerais de hidratação e não substitui uma orientação individual. Se você tem alguma condição de saúde ou recebeu recomendação médica para controlar a ingestão de líquidos, siga a orientação do seu médico ou da sua equipe de saúde.
Se tiver uma dica para compartilhar, ficarei muito feliz em ler!
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